Neste domingo (19), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou, em Hannover, na Alemanha, a inação dos países que compõem o Conselho de Segurança da ONU, enfatizando a urgência de esforços para acabar com guerras em andamento, como as do Irã e da Ucrânia. Durante seu discurso na Feira Industrial, Lula lembrou que o Conselho foi criado com o propósito de manter a paz entre as nações e evitar uma nova guerra mundial, mas observou que atualmente o mundo enfrenta uma das maiores incidências de conflitos de sua história.
Lula questionou a efetividade do Conselho, composto por cinco membros permanentes: Estados Unidos, Rússia, França, Reino Unido e China. O presidente ironizou a utilidade do órgão, perguntando por que seus líderes não se reúnem para buscar soluções que cessem os conflitos. Ele destacou que os recursos financeiros destinados às guerras poderiam ser redirecionados para atender as necessidades de milhões de pessoas deslocadas que buscam abrigo e assistência.
O presidente brasileiro chegou à Alemanha buscando estabelecer parcerias comerciais e inovações, com a assinatura de 10 acordos previstos em diversas áreas. Ele foi recebido pelo chanceler alemão, Friedrich Merz, com honras de chefe de Estado no Palácio de Herrenhausen. Na véspera, Lula já havia expressado críticas à situação das guerras em sua participação em um fórum pela democracia na Espanha.
Além de abordar os conflitos, Lula TAMBÉM apontou os impactos econômicos negativos gerados pelas guerras, como o aumento dos preços do petróleo, alimentos e fertilizantes. Ele reiterou a necessidade de um “multilateralismo justo e equilibrado” e defendeu o fortalecimento da Organização Mundial do Comércio (OMC). O presidente TAMBÉM lembrou do recente acordo entre Mercosul e União Europeia, que, segundo ele, é um passo importante nesse sentido.
Lula ainda mencionou que seu governo está empenhado na construção de um programa de reindustrialização fundamentado na economia verde, destacando que as últimas décadas têm visto um crescimento de forças antidemocráticas. Ele observou que o progresso da integração de mercados não tem sido igualmente distribuído, o que contribui para o aumento do extremismo e das desigualdades sociais. Essa situação, segundo o presidente, é uma consequência das limitações de um modelo econômico que não beneficia a todos.
A fala de Lula reflete uma preocupação com a necessidade de um mundo mais equilibrado e justo, onde os recursos sejam utilizados para promover a paz e o bem-estar das populações afetadas por conflitos, ao invés de serem direcionados para a guerra.


