O gesto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que foi flagrado de joelhos em oração na Sagrada Família, em Barcelona, no último domingo, 19, gerou uma série de reações irônicas por parte de adversários políticos vinculados ao ex-presidente Jair Bolsonaro. A oposição interpretou a atitude como uma estratégia eleitoral.
O deputado federal Nikolas Ferreira, do PL de Minas Gerais, publicou um vídeo do presidente rezando em suas redes sociais, fazendo uma crítica ao afirmar: "Ano eleitoral e seus milagres!!!". O conteúdo foi compartilhado em sua conta no X, onde ele expressou seu descontentamento com a situação.
Outro parlamentar que se manifestou foi o Capitão Alberto Neto, também do PL, que é pré-candidato ao Senado por Amazonas. Ele montou um vídeo que alterna imagens de Lula rezando na igreja com cenas do desfile da Acadêmicos de Niterói, uma ala que satirizou diferentes grupos sociais. Em sua publicação, Alberto Neto alegou que, durante o Carnaval, Lula zombou da fé cristã e que, agora, busca votos na eleição.
O vereador Carlos Bolsonaro, que também se posiciona como pré-candidato ao Senado em Santa Catarina, compartilhou o mesmo vídeo, reforçando a crítica ao comportamento do presidente.
Marcelo Queiroga, ex-ministro da Saúde, foi outro a criticar Lula, acusando-o de encenar um ato de religiosidade em um momento eleitoral. Em uma gravação, Queiroga questionou a autenticidade da fé de Lula, afirmando que "não dá para ser cristão e apoiar a legalização do aborto". Ele ainda fez uma provocação ao mencionar que, a cada quatro anos, "um grande 'milagre' acontece: os petistas voltam a frequentar igrejas".
O vereador Adrilles Jorge, do União Brasil em São Paulo, também se juntou às críticas, afirmando que Lula nunca foi um verdadeiro cristão e sempre atacou a religião. Ele sugeriu que o gesto do presidente visa conquistar o voto dos cristãos, após um histórico de ataques ao cristianismo.



