O presidente Lula da Silva está preocupado com as pesquisas que mostram o avanço do senador Flávio Bolsonaro na disputa pela presidência nas eleições deste ano. Durante uma reunião no Palácio da Alvorada, Lula cobrou de seus aliados maior agilidade na organização de sua pré-campanha, evidenciando incômodo com o desempenho eleitoral e a dificuldade em transformar ações do governo em apoio político.
Após o encontro, dirigentes do PT orientaram parlamentares a intensificar o confronto político, focando no caso do Banco Master. A estratégia envolve ampliar a repercussão das declarações de Lula e associar o episódio ao adversário, mesmo sem provas concretas. A reunião contou com a presença de nomes centrais da futura campanha, como Edinho Silva, Sérgio Gabrielli e José de Filippi Jr.
Nos bastidores, aliados do presidente avaliam que o Partido Liberal já está à frente na estruturação da disputa, dispondo de um aparato jurídico e de comunicação mais consolidado. Em resposta, a cúpula do PT passou a exigir maior disciplina na comunicação e engajamento dos deputados com o discurso do governo.
Apesar da pressão interna por uma aceleração nos preparativos, a legislação eleitoral impõe limites, e a campanha oficial só terá início em agosto, restringindo pedidos explícitos de voto até lá.



