Neste domingo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva formalizou sua candidatura à reeleição durante a convenção nacional do PT. Em seu discurso, Lula enfatizou a necessidade de fortalecer a defesa do país e de implementar políticas voltadas para a exploração de terras raras e a transição energética, que considera fundamentais para um eventual novo mandato.
O presidente delineou cinco compromissos centrais para um futuro governo, incluindo o fortalecimento da educação e a criação de programas que promovam o bem-estar da população idosa. Além disso, ressaltou a importância de investimentos na indústria da defesa, questionando por que o Brasil ainda não possui fábricas de drones. Lula afirmou que o BNDES deverá assumir um papel ativo nesse setor.
Lula foi enfático ao abordar a questão dos minerais críticos, defendendo a autonomia do Brasil na exploração de terras raras. "Vou levar a sério a questão de terras raras e minerais críticos. Isso é patrimônio do povo brasileiro. Quem tem que lucrar com isso é o povo brasileiro. Nem chinês, nem americano, nem francês vão meter os dedos nas nossas terras raras", declarou.
O presidente também falou sobre a violência contra mulheres, chamando a primeira-dama Rosângela da Silva, conhecida como Janja, para se pronunciar brevemente no palco. Lula anunciou que o plano de governo será apresentado no dia 16, durante um evento no estádio da Vila Euclides, em São Bernardo do Campo (SP), que é sua cidade natal e berço político.
A convenção contou com a presença de diversas lideranças do PT e aliados, incluindo o ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad, que será candidato ao governo de São Paulo, e o vice-presidente Geraldo Alckmin, do PSB. Essa candidatura marca um momento significativo para Lula, que aos 80 anos se torna o candidato presidencial de todos os cinco principais partidos de centro-esquerda pela primeira vez em quase quatro décadas.
Com o crescimento de uma coalizão em torno de sua candidatura, Lula busca se adaptar a um cenário político em que os brasileiros se tornam cada vez mais conservadores, reduzindo o espaço da esquerda no país. Pesquisas indicam que a parcela da população que se considera de direita aumentou de 26% para 37% entre 2014 e 2023, enquanto a porcentagem de pessoas que se identificam como de esquerda caiu de 29% para 23%.



