O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) intensificou a liberação de emendas parlamentares, empenhando R$ 11,7 bilhões ao longo do mês de abril. Este movimento ocorre em meio à sabatina do advogado-geral da União Jorge Messias na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado Federal, que ocorre nesta quarta-feira (29).
O governo estima contar com 45 votos, margem suficiente para a aprovação. Os R$ 11,7 bilhões em emendas parlamentares representam o 5º maior valor reservado em um único mês pelo Executivo, atrás apenas para dezembro de 2025 (R$ 11,8 bilhões), dezembro de 2020 (R$ 11,8 bilhões), abril de 2024 (R$ 13,4 bilhões) e junho de 2024 (R$ 13,8 bilhões).
O empenho das emendas a toque de caixa, ao longo dos primeiros 27 dias de abril, ocorreu logo após a data da sabatina de Jorge Messias na CCJ ser confirmada. Ao empenhar as emendas, o governo sinaliza que reservou os recursos e se compromete a liberá-los aos parlamentares.
A indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF) é a terceira feita por Lula no atual mandato. Antes dele, o presidente já havia indicado os ministros Flávio Dino, que ocupou a vaga de Rosa Weber, em novembro de 2023, e Cristiano Zanin, que substituiu Ricardo Lewandowski na Suprema Corte, no mesmo ano.
A oposição se articula para impedir a nomeação de Messias e ainda avalia possível a rejeição do advogado-geral da União. Historicamente improvável, a rejeição do Senado é improvável, tendo em 37 anos 29 nomes selecionados ao STF, sempre após o sinal verde dos senadores.



