O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em visita à Alemanha, expressou sua contrariedade a qualquer tipo de intervenção militar em Cuba, afirmando que "sou contra qualquer país do mundo a se intrometer na ingerência interna de outras nações". Essa declaração foi feita ao lado do chanceler alemão Friedrich Merz, logo após a assinatura de um acordo bilateral entre Brasil e Alemanha.
Lula destacou que Cuba sofre um bloqueio há 70 anos, o qual considera uma "vergonha mundial", ressaltando que a nação caribenha não teve oportunidades de se desenvolver devido a essa situação imposta por uma potência. O posicionamento do presidente brasileiro ocorre em um contexto onde o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tem ameaçado ações contra Cuba. Em uma declaração feita no dia 13 de abril, Trump insinuou que a ilha poderia ser alvo de sua política externa após o Irã.
A tensão entre os Estados Unidos e Cuba se intensificou especialmente após a captura de Nicolás Maduro em janeiro, com a administração americana mirando na ilha como parte de uma ofensiva diplomática e econômica. Especialistas interpretam essas ações como uma estratégia para redirecionar o foco da mídia e reafirmar a posição dos Estados Unidos no cenário internacional.
Além de sua defesa em prol de Cuba, Lula também criticou a paralisia do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU). Ele afirmou que a entidade está estagnada entre a ação de quem provoca guerras e a inação de quem permanece em silêncio, clamando por um aumento do diálogo e do multilateralismo. O presidente brasileiro defende que é necessário reformar o Conselho de Segurança, propondo a inclusão de mais países na sua composição, citando a Etiópia como um exemplo.
Por fim, Lula comentou sobre as recentes tensões globais e afirmou que os Estados Unidos não têm autoridade para excluir um membro do G20 de participar do evento. Essa afirmação surge após Trump anunciar no final de 2025 que a África do Sul não seria convidada para a cúpula devido à recusa do governo sul-africano em abordar supostos abusos de direitos humanos contra descendentes de colonos europeus.
Assim, o presidente Lula enfatiza a importância de um diálogo mais amplo e da inclusão de diversas nações nas decisões globais, destacando a necessidade de uma nova abordagem nas relações internacionais.


