Na madrugada do último sábado (12), um medicamento experimental destinado ao tratamento do influenciador Lito Sousa desembarcou no Brasil. A carga, que chegou ao Aeroporto Internacional de Guarulhos, teve seu despacho aduaneiro concluído logo após a chegada, em uma operação que envolveu a Receita Federal e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
De acordo com a Receita Federal, o produto é considerado de uso urgente, apresentando um potencial terapêutico que se degrada rapidamente. Para garantir uma entrada ágil da carga no país, os órgãos envolvidos planejaram previamente todos os procedimentos necessários.
Após o desembarque, a carga foi imediatamente retirada da aeronave e transferida para um helicóptero, que a transportou diretamente para o destino final. Essa abordagem eliminou etapas intermediárias, visando reduzir o tempo entre a chegada do medicamento e sua disponibilização para uso hospitalar.
A Anvisa havia concedido, na sexta-feira (4), autorização excepcional para a importação e uso do medicamento no tratamento de Lito, que foi diagnosticado com a doença de Creutzfeldt-Jakob (DCJ). A solicitação para a importação foi feita por Mila Seidl, esposa de Lito, em conjunto com o médico responsável, que pediram à Anvisa uma autorização para uso individual do medicamento, com importação por pessoa física. Lito foi incluído em um programa de uso compassivo promovido por uma empresa estrangeira.
O medicamento permanece em fase pré-clínica, conforme informações da Anvisa. Até o presente momento, não foram iniciados estudos clínicos formais em humanos que avaliem o uso do medicamento no tratamento da doença priônica.
Lito Sousa está internado após o Diagnóstico de Creutzfeldt-Jakob, uma condição neurodegenerativa rara provocada por proteínas conhecidas como príons. Essa doença pode causar demência, desordens cerebrais, tremores e perda de habilidades motoras. Atualmente, não existem tratamentos disponíveis, e os cuidados são voltados para o controle dos sintomas.



