Ela também destacou que não existe rivalidade entre ela e os filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro. "Vamos todos trabalhar juntos para derrotar o atual desgoverno. Não há briga, nem competição. Peço apenas que não retirem trechos da minha fala de contexto para gerar confusão. Uma nova história será escrita com verdade, clareza e respeito. Fiquem em paz", declarou.
O desentendimento começou quando, em um vídeo divulgado na quarta-feira (24), Michelle afirmou que Flávio a humilhou durante uma conversa telefônica, alegando que ele a maltratou e pediu que ela ficasse afastada das decisões do partido. A ex-primeira-dama mencionou que Flávio a "apunhalou" ao defender o deputado André Fernandes (PL-CE), presidente do PL no Ceará, que manifestou apoio ao pré-candidato ao governo do Ceará, Ciro Gomes (PSDB).
Michelle criticou Ciro Gomes, que, segundo ela, teria chamado Flávio e seus irmãos de corruptos e de "ovos de serpentes nazistóides". A ex-primeira-dama, que apoia a pré-candidatura do senador Eduardo Girão (Novo-CE), reafirmou sua posição e a necessidade de unidade.
Ainda na noite da quarta-feira, Flávio Bolsonaro respondeu às acusações, afirmando que "nunca maltratou ou humilhou uma mulher" e reiterou que, se em algum momento causou ofensa, pedia desculpas. Ele manifestou respeito por Michelle e reconheceu seu trabalho no PL Mulher, além de seu cuidado com o pai e tudo o que representa para o Brasil.
A situação entre os membros da família Bolsonaro e suas implicações políticas continuam a ser monitoradas, especialmente em um cenário eleitoral onde a união e a imagem pública são cruciais para as estratégias dos candidatos.



