O ministro da Fazenda, Dario Durigan, enfatizou que o Brasil Soberano 3 é um programa que vem sendo aprimorado desde 2025, afirmando que "está tudo contemplado" em sua estrutura. Em coletiva à imprensa após um evento no Palácio do Planalto, Durigan explicou que o governo tem aprendido a lidar com interferências externas e a dialogar com os setores afetados. "Não estamos começando agora a falar com os setores. Desde julho do ano passado, quando teve a primeira tarifa anunciada, temos sentado com os setores e entendido deles a importância de dialogar e achar soluções", destacou o ministro.
Segundo Durigan, o Plano Brasil Soberano deve ser visto como um conjunto de ações que foram sendo desenvolvidas ao longo do tempo, não como uma resposta imediata a provocações.
A declaração ocorreu durante uma cerimônia que contou com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, onde foi sancionada a lei do Plano Brasil Soberano 2 e assinada a medida provisória do Brasil Soberano 3. Este plano visa oferecer apoio a setores que foram impactados pelo aumento das tarifas impostas pelos Estados Unidos.
O Brasil Soberano 3 não apenas atenderá empresas afetadas pelo tarifaço norte-americano, mas também focará em setores estratégicos da economia e em exportadores que operam no Golfo Pérsico. O ministro do Planejamento, Bruno Moretti, também se pronunciou, ressaltando a necessidade do apoio governamental diante das interferências na economia nacional.
Moretti explicou que parte dos recursos do novo plano é oriunda de sobras do Brasil Soberano 1, além de renegociações de dívidas rurais. O Plano Brasil Soberano 2, segundo ele, foi uma fase de aprendizado que resultou na utilização quase total dos R$ 21 bilhões disponibilizados, sendo R$ 19,5 bilhões efetivamente alocados. O BNDES devolveu recursos ao Tesouro Nacional, que foram destinados à terceira fase do programa.



