O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino se pronunciou nesta terça-feira (15) durante uma sessão extraordinária sobre a possibilidade de sanções impostas pelos Estados Unidos a autoridades brasileiras, incluindo ministros da Corte. Dino enfatizou que a ideia de que o Tribunal deve se submeter a pressões externas é equivocada. "Eu, presidente, reputo isso como de enorme gravidade jurídica e constitucional. Esse é um tribunal supremo de um país soberano. Esse ambiente de pressão ilegítima deve constituir alvo de indignação não do Tribunal, mas de todos os brasileiros", declarou ao presidente do STF, Edson Fachin.
Nos últimos dias, a Jovem Pan obteve informações de diferentes fontes ligadas à administração de Donald Trump, que indicam uma intensificação das discussões sobre possíveis medidas contra autoridades brasileiras. A percepção é de que essa pauta voltou a ganhar relevância em Washington, especialmente em relação ao ministro Alexandre de Moraes.
Fontes próximas às conversas revelaram que, no caso de Moraes, o caminho para a aplicação de sanções seria relativamente mais simples, uma vez que muitos procedimentos técnicos já foram realizados anteriormente. Dino reforçou que o judiciário brasileiro deve prestar contas ao povo brasileiro, e não a autoridades internacionais, afirmando: "Essa toga pertence ao povo brasileiro, não nos pertence".
Um aspecto notável nas conversas recentes é que a discussão não se limita mais apenas a Alexandre de Moraes. Outros ministros do STF passaram a ser mencionados em relação a possíveis sanções americanas. No entanto, para esses novos nomes, o processo de inclusão exigiria novas avaliações e justificativas, uma vez que Moraes já foi alvo de uma análise prévia pelo governo dos EUA.
Atualmente, Moraes é considerado o caso mais avançado nas discussões. Apesar disso, as fontes não puderam confirmar datas ou quais autoridades poderiam ser efetivamente sancionadas. Até o momento, não houve nenhum anúncio oficial por parte da Casa Branca, do Departamento de Estado ou do Departamento do Tesouro. Contudo, a percepção é de que a possibilidade de sanções deixou de ser uma mera especulação distante.



