O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), foi sorteado nesta terça-feira, 22, como relator da ação proposta pelo senador Alessandro Vieira, do MDB de Sergipe. O objetivo da ação é obrigar o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, a ler o requerimento que solicita a criação da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para investigar as ligações de ministros da Corte com o escândalo do Banco Master.
Na petição apresentada ao STF, Vieira sustenta que a decisão de instaurar a CPI não cabe a Alcolumbre, uma vez que todos os requisitos legais foram preenchidos. O senador destaca que já há o apoio de um terço dos senadores, um fato determinado e um prazo definido para a criação da comissão. Ele cita como exemplo a decisão anterior da Corte que determinou ao ex-presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, a instalação da CPI da Pandemia, ocorrida em 2021.
Diante dessa situação, Vieira solicita que o Supremo determine que Alcolumbre leia o requerimento em até 48 horas ou na primeira sessão plenária subsequente. Além disso, o senador pede que os líderes partidários tenham um prazo de 48 horas para indicar os integrantes da CPI, e que, caso não o façam, o presidente do Senado nomeie os titulares e suplentes da comissão.
A criação da CPI do Banco Master é um tema de relevância no cenário político atual, considerando as implicações que a investigação pode ter sobre a atuação de figuras importantes do governo e do Judiciário. A mobilização em torno do assunto reflete a busca por maior transparência e accountability nas instituições públicas.
Com a designação de Zanin como relator, o processo avança para os próximos passos, que incluem a análise do pedido e a definição de como a CPI será constituída. A expectativa é de que a decisão do STF possa impactar diretamente a condução da investigação e a relação entre os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, especialmente em um momento em que a confiança nas instituições é frequentemente debatida.



