Moisés Martínez, de 28 anos, foi condenado a 12 anos de prisão após matar seu pai, Carlos Martínez, em Montevidéu, no Uruguai. O incidente, que ocorreu em maio de 2025, ganhou notoriedade nacional devido à transmissão ao vivo do julgamento pelo YouTube. O crime foi motivado por relatos de abusos físicos e sexuais que Carlos teria cometido contra a mãe e as irmãs de Moisés ao longo dos anos.
A situação se agravou após uma conversa entre Moisés e sua mãe, Mercedes Pereira, que revelou ao filho que estava sendo ameaçada por Carlos e compartilhou episódios de violência familiar. Após esse diálogo, Moisés procurou suas irmãs para discutir os abusos. Em seguida, ele confrontou o pai, resultando na morte de Carlos, que foi atingido por 14 disparos.
Após o crime, Moisés permaneceu ao lado do corpo do pai por dois dias antes de se entregar às autoridades. A defesa do jovem argumentou que ele merecia o perdão judicial, uma opção prevista na legislação uruguaia para casos relacionados à violência doméstica e sofrimento crônico.
Sara Martínez, irmã de Moisés, declarou que o pai havia abusado fisicamente e sexualmente da família. Ela revelou que, aos 12 anos, havia denunciado Carlos por abusos contra ela e a irmã Ana. Após uma investigação, Carlos foi condenado a três anos de prisão, mas cumpriu apenas um ano da pena. A família afirma que, embora ele não tenha retornado para morar na residência após a liberação, continuou a aparecer em locais frequentados pelas filhas.
As irmãs e a mãe de Moisés defendem que ele deveria ter sido absolvido e atualmente buscam recorrer da decisão judicial que resultou na condenação do jovem a 12 anos de prisão. O caso destaca os desafios enfrentados por vítimas de violência doméstica e as complexidades que cercam a justiça em situações de abuso familiar.



