O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que a defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro forneça esclarecimentos sobre as qualificações profissionais de Carlos Eduardo Antunes Torres, irmão de criação da ex-primeira dama Michelle Bolsonaro. A solicitação ocorreu após o pedido da defesa para que Eduardo fosse incluído na lista de pessoas autorizadas a estar na residência do casal, sem que suas qualificações como médico ou enfermeiro fossem apresentadas.
Moraes observou que a defesa descreveu Eduardo como "pessoa de confiança da família" e que já havia exercido a função de acompanhante do ex-presidente anteriormente. O ministro requereu, portanto, explicações sobre a presença de Eduardo na casa de Bolsonaro. Além disso, Moraes autorizou o médico ortopedista Alexandre Firmino Paniago a realizar visitas médicas permanentes, sem aviso prévio.
Bolsonaro cumpre 90 dias de prisão domiciliar, na residência da família localizada no Condomínio Solar de Brasília, onde está desde 27 de março. A decisão do ministro acatou o pedido da defesa, que argumentou que o ambiente domiciliar é mais adequado para a preservação da saúde do ex-presidente, considerando sua recuperação de pneumonia.
O despacho de Moraes indicou que, devido às condições de saúde de idosos, o processo de recuperação pode levar entre 45 e 90 dias em um ambiente controlado. O ex-presidente enfrenta uma pena de 27 anos e três meses de prisão por crimes relacionados a uma trama golpista.



