Duas mulheres foram detidas nos Estados Unidos após sequestrarem uma criança de 10 anos, filha de uma delas, e levá-la a Cuba com a intenção de realizar uma cirurgia de transição de gênero. O plano consistia em “transicionar” a garota antes que ela atingisse a puberdade.
Rose Inessa-Ethington, mãe transgênero da criança, e sua companheira, Blue Inessa-Ethington, tinham programado levar a menina a um acampamento no Canadá no dia 28 de março de 2026. No entanto, não chegaram ao destino e, ao invés disso, cruzaram a fronteira sul dos Estados Unidos, seguindo para o México. Em 1° de abril, o grupo chegou a Havana, em Cuba.
O Departamento de Justiça dos Estados Unidos informou que a criança, que nasceu menino, identificava-se como menina. Investigações conduzidas pelo FBI revelaram que a viagem tinha como objetivo a realização de uma cirurgia de transição de gênero na criança antes que ela entrasse na puberdade.
Após as mulheres serem localizadas, elas foram deportadas de Cuba e presas nos Estados Unidos sob a acusação de sequestro parental internacional. A criança, que foi resgatada antes da cirurgia, foi entregue à mãe biológica na última terça-feira, dia 21, que agora possui a guarda exclusiva da menina.
Esse caso levanta questões sobre os direitos das crianças e os limites da decisão dos pais em relação à identidade de gênero de seus filhos. A situação também evidencia os riscos associados a intervenções médicas em idades precoces, principalmente em contextos de viagens internacionais planejadas para evitar a legislação local.
As autoridades continuam a investigar o caso, que destaca a complexidade das questões relacionadas à identidade de gênero e ao bem-estar infantil. Enquanto isso, Rose e Blue enfrentam as consequências legais de suas ações, que podem impactar suas vidas e as da criança envolvida.



