A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) realizaram uma operação que resultou na desarticulação de um esquema bilionário de fabricação clandestina de suplementos alimentares. A ação ocorreu em Arcos (MG), onde produtos irregulares eram produzidos e vendidos em todo o Brasil via marketing digital e afiliados.
Durante a operação, foram inspecionados três galpões e a matriz do grupo empresarial, que funcionava sem alvará sanitário. Os locais apresentavam condições insalubres, como sujeira, mofo e falta de controle de temperatura. Além dos riscos à saúde dos consumidores, a investigação revelou fraudes tributárias associadas à produção de suplementos, chás e produtos à base de plantas.
Os suplementos, chamados de “encapsulados”, eram anunciados como medicamentos, com promessas de efeitos terapêuticos, mesmo sem regularização e sem os princípios ativos mencionados. A fabricação não obedecia às boas práticas sanitárias, expondo os consumidores a sérios riscos à saúde.
Na operação, foram encontrados equipamentos industriais, matérias-primas sem controle de qualidade e uma área de produção de chás em condições precárias. A matriz também abrigava uma gráfica para impressão de rótulos dos produtos irregulares. Os envolvidos tiveram bens e imóveis declarados indisponíveis, com mais de R$ 1,3 bilhão bloqueados da empresa, enquanto a operação permanece em andamento para apuração das irregularidades.

