O presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, manifestou forte oposição ao projeto de lei que visa extinguir a escala 6×1, considerando a proposta "revestida de ilegalidade". Durante uma entrevista ao Jornal da Manhã, da Jovem Pan News, na segunda-feira (27), Skaf destacou que a iniciativa do governo busca modificar a Constituição por meio de uma lei ordinária, quando a alteração deveria ser feita por uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC).
Skaf anunciou que a Fiesp está articulando uma ação judicial para contestar o projeto, prevista para ser protocolada ainda nesta semana. Ele explicou que a entidade não poderia se mover judicialmente antes da aprovação formal do PL, o que os levou a buscar apoio político entre parlamentares. "Estamos em conversas com partidos que podem intervir em casos de violação explícita à Constituição, e isso será realizado. A expectativa é que a ação ocorra possivelmente nesta terça-feira (28)", afirmou.
Além de agir contra o projeto de lei, o presidente da Fiesp expressou sua intenção de combater qualquer proposta de emenda à Constituição relacionada ao tema. Skaf defendeu que o debate sobre essas propostas deve ser adiado para o próximo ano. "Vamos, sim, agir em relação às PECs. Não vamos desistir de solicitar que essa discussão seja postergada", disse.
Skaf também teceu críticas ao cenário político que envolve a proposta, caracterizando-o como eleitoral e desprovido de transparência. Ele ressaltou que o foco atual não está em discutir com seriedade sobre a competitividade do Brasil, mas sim em interesses eleitorais. "O que estamos vendo é uma verdadeira campanha eleitoral. Isso pode gerar um grande prejuízo, especialmente ao Brasil", completou.
A situação em torno do projeto de lei que propõe o fim da escala 6×1 continua a gerar controvérsias e mobilizações, enquanto a Fiesp trabalha para impedir o avanço da proposta e garantir que o debate respeite os princípios constitucionais estabelecidos.



