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Senador Jaques Wagner é investigado por recebimento de vantagens em operação da PF

Jaques Wagner, líder do governo Lula no Senado, é alvo de investigações da Polícia Federal por supostas vantagens indevidas recebidas de Augusto Lima, ex-sócio de...
Líder do governo Lula (PT), Jaques Wagner — Foto: Líder do governo Lula (PT), Ja
Líder do governo Lula (PT), Jaques Wagner — Foto: Líder do governo Lula (PT), Ja

O senador Jaques Wagner (PT-BA), que ocupa o cargo de líder do governo Lula no Senado, está sendo investigado pela Polícia Federal (PF) por suposto recebimento de vantagens econômicas indevidas. As investigações indicam que Wagner teria recebido benefícios de Augusto Lima, ex-sócio do empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Entre os benefícios estão o uso de jatos particulares e ingressos para um show em Los Angeles, avaliados em R$ 63,3 mil, destinados a seus familiares.

A relação entre Wagner e Augusto Lima, conforme apurado pela PF, está ligada à defesa dos interesses do Banco Master no Congresso Nacional. Mensagens trocadas em 2023 entre os dois indicam que Augusto disponibilizou aeronaves para o senador e sua família, com deslocamentos mencionados para a “Ilha da Paixão”, propriedade atribuída a Augusto, além de viagens ao Rio de Janeiro. Em um diálogo ocorrido em abril de 2024, Augusto enviou o contato de um piloto a Wagner.

Além dos ingressos e das viagens, a investigação destaca a irregularidade na compra de um apartamento de luxo localizado em Salvador, especificamente a unidade 1702 do empreendimento Poème Horto, que está avaliada em R$ 2,45 milhões. A PF alega que essa aquisição foi realizada por meio de estruturas societárias interpostas, com o intuito de ocultar a identidade de Wagner como beneficiário real do imóvel.

Outro aspecto investigado é o repasse de R$ 3,5 milhões à BN Financeira Ltda., empresa vinculada à família do senador. De acordo com as apurações, essa microempresa, que possui um capital social reduzido, estaria sendo utilizada para dar a aparência de legalidade a repasses financeiros indevidos oriundos do grupo econômico em investigação. Em troca, Wagner teria atuado em questões de interesse do banco, incluindo propostas relacionadas ao crédito consignado e emendas à Medida Provisória nº 1.106/2022.

A Medida Provisória nº 1.106/2022, mencionada nas investigações, ampliou a margem de crédito consignado para aposentados e pensionistas do INSS, além de permitir que beneficiários do Benefício de Prestação Continuada (BPC) e de programas federais de transferência de renda pudessem solicitar empréstimos e financiamentos com desconto direto em seus benefícios. Essa medida, de acordo com a PF, beneficiaria instituições financeiras do setor.

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