O ministro-chefe da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, Sidônio Palmeira, manifestou sua oposição à tarifa adicional de 25% aplicada pelo governo dos Estados Unidos sobre as exportações brasileiras. Ele afirmou que não há justificativa válida para a implementação dessa medida, que teve início na madrugada do dia 22.
Durante um evento realizado no Grupo Bandeirantes de Comunicação, em São Paulo, Sidônio declarou: "Não tem nenhuma base para isso", referindo-se ao tarifaço. O ministro também aproveitou a oportunidade para defender as iniciativas do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ressaltando que foram realizadas mais de 30 reuniões relacionadas à relação comercial entre Brasil e EUA. Contudo, ele não se manifestou sobre a ausência de um representante do Palácio do Planalto nas audiências promovidas pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) no início do mês.
Ao contrário da postura do governo Lula, o senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência da República, participou das audiências do USTR e solicitou a suspensão das tarifas impostas. Sidônio prosseguiu afirmando que as negociações com o governo norte-americano para a revogação do tarifaço continuam, porém, enfatizou que Lula não abrirá mão da "soberania" nem aceitará mudanças no Pix, o sistema de pagamentos que foi implementado no Brasil em 2020 sob a liderança de Roberto Campos Neto, indicado ao cargo durante a presidência de Jair Bolsonaro.
Em relação à imagem pública do presidente, Sidônio elogiou a comunicação de Lula, afirmando que o presidente "mais acerta do que erra". Sobre um gesto controverso de Lula, onde ele mostrou o dedo do meio durante um discurso em evento oficial no Palácio do Planalto, o ministro classificou a atitude como "muito, muito pequena".
Por fim, Sidônio Palmeira negou que o governo federal esteja impondo sigilos em diversas situações, afirmando que "não tem nenhuma [informação sob sigilo]" e que há total interesse na transparência. Entretanto, em 2023, o governo Lula impôs sigilo em pelo menos três ocasiões: no parecer do veto ao Projeto de Lei da Dosimetria em janeiro, em cartas enviadas a Lula em março e em processos de autorização para operações de apostas esportivas, que foram mantidos em sigilo por cem anos em junho.



