O Supremo Tribunal Federal (STF) realiza, nesta quarta-feira, 8, a análise sobre a forma da eleição para o mandato tampão no governo do Rio de Janeiro, que surgiu após a renúncia de Cláudio Castro. A Corte irá determinar se o novo governador será eleito por voto direto ou de forma indireta, pela Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).
O julgamento é marcado pela falta de consenso entre os ministros. Nos bastidores, há um aumento nas articulações por conta da possibilidade de um resultado apertado. Até o momento, ministros como Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin, Gilmar Mendes e Flávio Dino se manifestaram a favor da eleição direta, enquanto outra parte da Corte acredita que a eleição indireta é mais viável, considerando o calendário eleitoral de 2026.
A Procuradoria-Geral da República também apoiou o voto direto. Nesse contexto, os votos de Dias Toffoli e Luiz Fux podem ser cruciais para a formação da maioria. Anteriormente, Zanin havia suspendido a eleição indireta e levado o tema ao plenário, desconsiderando os votos já apresentados no plenário virtual.
Atualmente, um desembargador está governando o Rio de Janeiro. A renúncia de Castro ocorreu no último dia 23 e o PSD alega que ele deixou o cargo para evitar uma possível cassação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), favorecendo, assim, uma eleição indireta que beneficiaria sua base na Alerj. Castro, por sua vez, defende que sua saída foi para permitir sua candidatura ao Senado dentro do prazo legal.



