A Delegacia de Homicídios de Cascavel prendeu, nesta quarta-feira (23), em Toledo, um homem de 34 anos investigado pela morte de Igor Luan Santos da Rocha, de 21 anos. O jovem foi esfaqueado durante uma confusão na madrugada de 1º de agosto, no bairro Santa Cruz, em Cascavel, no Oeste do Paraná.
O suspeito foi localizado na cidade localizada distante 91 km de Cascavel, onde recebeu voz de prisão em cumprimento a um mandado de prisão preventiva. Segundo a Polícia Civil, ele foi encontrado em via pública, em frente a uma residência.
As diligências foram realizadas ao longo dos últimos dias, com buscas em Cascavel e Toledo. A polícia já tinha informações de que o investigado possuía familiares na cidade.
O crime ocorreu na Rua Potiguaras, durante uma discussão em uma lanchonete. Segundo informações apuradas na época, o conflito teria começado por causa de uma negociação envolvendo um aparelho celular.
O vendedor do telefone teria ido ao estabelecimento para cobrar a devolução do aparelho vendido a um comerciante. Durante a discussão, Igor Luan Santos da Rocha teria afirmado que entraria no local para agredir o homem.
Ao entrar no estabelecimento, o jovem foi atingido por uma facada no tórax. O autor deixou o endereço antes da chegada da Polícia Militar.
Igor recebeu atendimento do Siate e foi encaminhado ao Hospital Universitário do Oeste do Paraná (HUOP), mas não resistiu aos ferimentos e morreu.
De acordo com o delegado Fabiano Mozza, o homem preso já havia procurado a Polícia Civil acompanhado de um advogado e prestado depoimento. Na ocasião, ele teria confessado ter desferido o golpe, mas apresentou a versão de que agiu em legítima defesa.
A dinâmica do confronto continua sendo analisada pela investigação. A Polícia Civil também reuniu depoimentos e outros elementos para esclarecer a sequência dos acontecimentos e a participação de cada envolvido.
A investigação classificou o caso como homicídio qualificado, considerando, entre outros aspectos, as circunstâncias apontadas durante a apuração. A definição da responsabilidade criminal caberá ao Ministério Público e, posteriormente, à Justiça.
Com a prisão, o investigado permanece à disposição da Justiça. Segundo a Polícia Civil, o inquérito deverá ser concluído em até dez dias e encaminhado ao Ministério Público, que vai analisar os elementos reunidos e decidir sobre os próximos procedimentos.
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