No último sábado (4), Donald Trump realizou um discurso em celebração aos 250 anos dos Estados Unidos, onde exaltou a nação como a "maior conquista" da história. O evento, que ocorreu no National Mall, sofreu atrasos devido a tempestades elétricas que forçaram a evacuação temporária de milhares de pessoas. Apesar das condições climáticas, Trump afirmou que, sob sua liderança, o país estava "mais orgulhoso do que nunca".
Em sua fala, Trump enfatizou a importância da história americana, destacando que a república é uma conquista de dois séculos e meio. "Durante dois séculos e meio, nossa república americana tem sido a maior conquista da história da humanidade", disse o presidente diante de uma multidão de dezenas de milhares de pessoas. Ele também prestou tributo aos veteranos da Segunda Guerra Mundial, assim como das guerras da Coreia e do Vietnã, enfatizando a luta contra o comunismo.
A retórica de Trump incluiu críticas à ala esquerda do Partido Democrata, que, segundo ele, obteve vitórias significativas nas primárias, o que ele considerou uma ameaça. "É como um câncer, é preciso extirpá-lo", afirmou. Além disso, ele se vantou das ações militares dos EUA contra o Irã e a Venezuela, alegando que Washington havia "arrasado" as forças armadas do Irã.
O discurso teve uma duração de cerca de 45 minutos, um tempo relativamente curto para os padrões do ex-presidente. A recepção entre os presentes foi positiva. Richard Sullivan, de 70 anos, expressou seu apoio ao afirmar: "Queremos o Trump, adoramos o discurso dele". Outro espectador, Randy Cole, de 62 anos, comentou sobre a importância da liberdade e o sacrifício que muitos fizeram por ela.
Apesar da celebração, as divisões sociais nos EUA ficaram evidentes durante o evento. Próximo ao Capitólio, manifestantes encapuzados, alguns portando bandeiras confederadas e emblemas do grupo supremacista branco Patriot Front, se reuniram, gritando: "Vamos recuperar os Estados Unidos!". Essa polarização reflete um momento de reflexão para muitos americanos sobre os 250 anos de história do país.
Uma pesquisa realizada pela Universidade Quinnipiac indicou que 61% dos americanos acreditam que os Estados Unidos não estão à altura dos ideais expressos na Declaração de Independência. No entanto, a maioria dos republicanos acredita que o país está alinhado com esses princípios, enquanto a maioria dos democratas discorda dessa visão.



