Na manhã desta segunda-feira (27), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do Partido dos Trabalhadores (PT), revelou a criação de um grupo de trabalho destinado a identificar e solucionar questões que ainda impedem a finalização de um acordo comercial entre o Mercosul e a Coreia do Sul. A declaração ocorreu após um encontro no Palácio da Alvorada com o presidente sul-coreano, Lee Jae-Myung.
As tratativas para um acordo de livre comércio tiveram início em 2018, mas o progresso tem sido lento, com a última rodada formal de negociações ocorrendo entre agosto e setembro de 2021. O vice-presidente Geraldo Alckmin, do Partido Socialista Brasileiro (PSB), foi designado por Lula para coordenar o grupo que buscará acelerar as discussões.
Durante a coletiva, Lula destacou que, mesmo diante do aumento do unilateralismo e do protecionismo global, o intercâmbio comercial entre Brasil e Coreia do Sul apresentou crescimento consistente. O comércio bilateral alcançou aproximadamente US$ 11 bilhões em 2025, um valor considerado baixo em comparação com as dimensões econômicas dos dois países.
O presidente brasileiro afirmou que, após a reunião realizada nesta segunda-feira, espera que o saldo comercial entre as nações aumente significativamente no próximo ano, superando os US$ 11 bilhões. A expectativa é que a criação do grupo de trabalho contribua para acelerar a conclusão do acordo, que é visto como fundamental para fortalecer as relações econômicas entre o Brasil e a Coreia do Sul.
Com um histórico de negociações paradas e desafios a serem superados, a iniciativa de Lula surge como uma tentativa de revitalizar as conversas e estabelecer um marco mais sólido no comércio entre as duas nações. A colaboração mútua é considerada essencial para o desenvolvimento econômico em um cenário global cada vez mais complexo.



