O ministro Kassio Nunes Marques, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), determinou nesta quinta-feira (13) que a filiação do senador Flávio Bolsonaro ao Partido Liberal (PL) seja restabelecida. A decisão implica a remoção do vínculo de Flávio com o Partido Missão do histórico partidário, o que impediu o registro de sua candidatura à Presidência da República devido à sua filiação anterior.
Com a determinação, o TSE liberou o sistema para que o PL possa solicitar o registro da candidatura de Flávio Bolsonaro ao Palácio do Planalto. Além disso, Nunes Marques estabeleceu a preservação dos registros de log e de acesso ao sistema de filiação partidária, enviando à Polícia Federal (PF) o processo e a documentação para que sejam apuradas as circunstâncias e a autoria do caso.
Maria Claudia Bucchianeri, advogada da campanha de Flávio, informou que a alteração na filiação foi descoberta enquanto a equipe reunia os documentos necessários para o registro no TSE. Flávio Bolsonaro alegou que houve uma ‘fraude’ e reafirmou sua intenção de seguir com a candidatura, afirmando em suas redes sociais que “o sistema vai fazer de tudo para me impedir, mas não vai conseguir”.
Por outro lado, o Partido Missão se isentou de responsabilidade em relação à filiação de Flávio, afirmando que foi vítima de uma tentativa de filiação fraudulenta. A campanha de Flávio já recorreu ao TSE para reverter a situação atual.
O prazo final para o registro de candidaturas se encerra neste sábado (15), às 19h. Até o início da manhã desta quinta-feira, seis candidatos já haviam formalizado seus pedidos de registro, entre eles o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o atual presidente nacional do Partido Missão, Renan Santos.



