Nesta quarta-feira, 28 de outubro de 2026, Manoel Francisco dos Santos, o Garrincha, completaria 93 anos. O Anjo das Pernas Tortas, que encantou o mundo com seus dribles nas Copas do Mundo de 1958 e 1962, encerrou a carreira em uma partida amistosa Em Planaltina, no Distrito Federal, em dezembro de 1982, diante de pouco mais de 12 mil pessoas.
Naquela tarde, aos 49 anos e debilitado pelo alcoolismo, Garrincha tentou marcar em uma cobrança de falta, mas o goleiro Paulo Vítor defendeu. Menos de um mês depois, em 20 de janeiro de 1983, o ídolo morreria em um hospital do Rio de Janeiro. O corpo foi velado no Maracanã e sepultado em Magé, na Baixada Fluminense, com as despesas do enterro pagas pelo cantor Agnaldo Timóteo.
A trajetória de Garrincha inclui o bicampeonato mundial pela Seleção Brasileira, em 1958 e 1962, e a condição de maior ídolo da história do Botafogo. A biografia Estrela Solitária, de Ruy Castro, publicada em 1995, retrata as contradições de sua vida pessoal, as dificuldades financeiras e a luta contra o vício. Nos últimos anos, ele passou por internações e teve deterioração física acentuada.
Em maio de 2017, 34 anos após a morte, a família descobriu que não havia certeza sobre a localização dos restos mortais no Cemitério Municipal de Raiz da Serra, em Magé. A filha Rosângela Santos relatou que soube de uma exumação sem documentação que esclarecesse o destino da ossada. A Prefeitura de Magé buscava informações para uma homenagem, e a família discutiu a realização de exames de DNA. O caso foi levado à Polícia Civil, mas as investigações foram arquivadas sem localizar os ossos.



