A Defesa de Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, protocolou no último dia 27 um pedido na Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), órgão vinculado à Organização dos Estados Americanos (OEA), para denunciar o Brasil. O objetivo é obter apoio internacional para a libertação do banqueiro, que está preso desde 4 de março.
Segundo os advogados, Vorcaro permanece em prisão preventiva sem ter sido formalmente denunciado. A petição também aponta supostas violações de Direitos Humanos e questiona a demora na análise de um pedido de liberdade apresentado em 18 de setembro ao Supremo Tribunal Federal (STF), que, conforme o documento, ainda não recebeu decisão.
Em nota, a Defesa de Daniel Vorcaro afirma que "até hoje não há denúncia nem ação penal" e que o indiciamento divulgado nesta semana em relatório parcial da Polícia Federal não constitui acusação formal. De acordo com os advogados, trata-se de ato unilateral da autoridade policial, praticado em apenas uma das investigações ainda inconclusa e apoiado em prova cuja integridade não pode ser verificada. A defesa sustenta ainda que a revisão da prisão a cada 90 dias, exigida pela lei brasileira, não foi realizada.
O documento entregue à CIDH menciona também supostos vazamentos de conversas privadas extraídas do celular de Vorcaro, incluindo comunicações protegidas pelo sigilo entre advogado e cliente. Os representantes do banqueiro questionam a integridade das provas digitais e relatam que não tiveram acesso aos dados originais da extração do aparelho.



