O recente encerramento da ExpoLondrina 2026 trouxe à tona a expectativa entre os associados da Sociedade Rural do Paraná (SRP), que se preparam para a uma eleição com características históricas: a possibilidade de uma disputa entre duas chapas. A entidade, que tradicionalmente adotava o consenso, terá que escolher seu novo presidente em julho de 2026, enquanto os bastidores se aquecem com um clima de renovação política.
Os possíveis candidatos que estão ganhando destaque antes mesmo do registro oficial são Davi Dequech, atual vice-presidente da SRP, e o empresário Ilson Romanelli. Ambos já estão em processo de articulação entre suas bases de apoio e iniciaram a apresentação de propostas sobre o futuro da organização nos próximos três anos.
Vale ressaltar que desde 2006, a Sociedade Rural não tinha uma eleição com disputa direta. Naquela ocasião, Alexandre Kireff, que mais tarde se tornaria prefeito de Londrina, foi eleito ao vencer Marcelo El-Kadre, o atual presidente que se prepara para deixar o cargo. A retomada de um processo eleitoral interno animado é interpretada como um indicativo da relevância e vitalidade da SRP no cenário do agronegócio.
O sucessor de El-Kadre encontrará ao assumir o cargo uma das posições mais significativas do agronegócio no Paraná. Entre as principais responsabilidades do novo presidente, estão a representação dos interesses dos produtores rurais junto ao governo e a necessidade de gestão do Parque Governador Ney Braga, que deve continuar a se afirmar como um polo de inovação para o agronegócio.
Tanto Ilson Romanelli quanto Davi Dequech fazem questão de ressaltar que a grandiosidade da ExpoLondrina requer uma gestão profissional que saiba harmonizar as atrações da feira com as necessidades de desenvolvimento técnico do setor.
Fundada em 1946, a SRP se destaca não apenas como uma entidade de classe, mas como um berço de lideranças políticas. Historicamente, muitos de seus ex-presidentes alçaram voos na vida pública, como os ex-prefeitos Hugo Cabral e Antônio Fernandes Sobrinho. Com as eleições se aproximando, espera-se que o novo presidente continue essa tradição, atuando como um mediador entre os interesses do campo e as decisões políticas que afetam o estado.



