O canal de YouTube Canta Direita lançou recentemente uma série de paródias musicais elaboradas com o uso de inteligência artificial, com o objetivo de ridicularizar o mascote oficial das eleições de 2026. A personagem, chamada "Pilili" e apresentada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) esta semana, é alvo das críticas do canal, que utiliza sucessos do funk e da música pop para questionar a segurança do sistema eletrônico de votação.
Em um dos vídeos, o mascote é mostrado fazendo o sinal de "L" com as mãos, enquanto a letra da canção aborda a ausência de impressão para conferência e auditoria dos votos. Com 7 mil inscritos, o Canta Direita descreve seu conteúdo como uma abordagem criativa e irônica dos acontecimentos políticos sob uma perspectiva da direita.
As paródias também direcionam críticas à presidência do TSE. Um dos vídeos faz referência à ministra Cármen Lúcia, atual presidente da Corte, a quem é atribuído o apelido de "Carmetchen". A letra sugere que o eleitor não percebeu uma suposta troca de letras na contagem dos votos. A ministra permanecerá à frente do tribunal até o dia 12 de maio, quando o cargo será assumido pelo ministro Nunes Marques.
O nome "Pilili" foi escolhido pelo TSE para simular o som da urna ao confirmar o voto, com a intenção de transmitir confiança e acessibilidade ao processo democrático. Contudo, a recepção nas redes sociais foi marcada por piadas assim que o boneco foi apresentado em público pela primeira vez em Brasília.
A repercussão negativa gerou uma onda de críticas tanto de anônimos quanto de políticos da oposição. Internautas compararam o nome do mascote ao personagem Cebolinha, que troca o "R" pelo "L". O pré-candidato ao Senado Filipe Barros (PL-PR) divulgou uma imagem do boneco com uma franja, em referência ao movimento em favor do voto impresso.
Críticos do cenário jurídico também expressaram desconforto sobre a estratégia de comunicação adotada pelo TSE. O advogado André Marsiglia afirmou que a utilização de mascotes dançantes diminui a seriedade que a Justiça Eleitoral deve ter. Até o momento, o tribunal não se manifestou sobre as críticas e continua a utilizar a personagem como símbolo de suas campanhas institucionais para o pleito de outubro.



