Os senadores que fazem parte da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) se reuniram nesta quarta-feira, 13, com o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF). O encontro, marcado pelo próprio magistrado, visa discutir alternativas institucionais que possam contribuir para o aprimoramento da Comissão de Valores Mobiliários (CVM). O tema já havia sido abordado anteriormente na CAE, em razão da crescente complexidade observada no mercado financeiro e de capitais.
Durante uma audiência pública realizada em 4 de maio na 1ª Turma do STF, Gilmar Mendes levantou questionamentos sobre o papel da CVM, destacando a gravidade do escândalo envolvendo o Banco Master. Mendes afirmou que a magnitude do caso, cujos detalhes estão sendo revelados gradualmente, tem gerado perplexidade e indignação na população, o que compromete a reputação das instituições brasileiras.
A CVM, que está vinculada ao Ministério da Fazenda, desempenha um papel crucial na regulamentação e fiscalização do mercado de capitais no Brasil. O órgão supervisiona operações que envolvem ações e títulos de dívida, além de atuar na proteção dos investidores e assegurar a transparência nas operações financeiras.
Ainda nesta terça-feira, 12, o grupo de senadores se reunirá com Lucas Rocha Furtado, subprocurador-geral do Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União (TCU). O objetivo dessa reunião é colher informações sobre a supervisão exercida pelo Banco Central sobre o sistema financeiro, o que culminou na liquidação do Banco Master, ocorrida em novembro de 2025.
Na mesma reunião, a CAE aprovou um requerimento apresentado por Renan Calheiros, que solicita ao Ministério da Previdência dados sobre auditorias que envolvem investimentos de fundos de Previdência estaduais e municipais no Banco Master. Segundo Renan, a Prefeitura de Maceió teria realizado a maior aplicação identificada até o momento, totalizando R$ 117 milhões.
“A crise do Master está escalando cada vez mais”, afirmou Renan Calheiros. “A cada dia surgem novas informações sobre o envolvimento de pessoas e casos ainda mais escabrosos do que os que já conhecemos.”



