Na manhã desta sexta-feira, 15, a Polícia Federal (PF) cumpriu um mandado de busca na residência do ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro. A operação ocorreu em um condomínio de luxo localizado na Barra da Tijuca, zona oeste da capital fluminense.
A situação política no Estado do Rio é delicada, uma vez que o governo está sendo conduzido interinamente pelo presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, Ricardo Couto. Essa transição se deu em um contexto de vacância dos cargos de governador e vice-governador, o que acentuou a crise institucional no Executivo fluminense.
Cláudio Castro deixou o cargo em 23 de março, um dia antes de o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) reavaliar seu caso, que resultou na inelegibilidade do ex-governador por abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022. O TSE decidiu que a renúncia de Castro tornou a cassação de seu mandato prejudicada.
Entretanto, a decisão do TSE gerou uma disputa jurídica no Supremo Tribunal Federal (STF) a respeito do método de escolha do novo governador que assumirá o Estado até a posse do próximo eleito, prevista para outubro. Os ministros do STF ainda não finalizaram o julgamento que determinará se essa sucessão será realizada por meio de eleição direta ou indireta.
Enquanto o STF não conclui a análise, o comando do Palácio Guanabara permanece sob a responsabilidade provisória do Tribunal de Justiça. Apesar de sua inelegibilidade, Cláudio Castro está articulando uma candidatura ao Senado nas próximas eleições.



