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Hezbollah critica acordo entre Israel e Líbano como um erro estratégico

O Líder do Hezbollah, Naim Qasem, condenou o acordo entre Estados Unidos, Israel e Líbano, considerando-o um grande erro e uma rendição à ocupação israelense....
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O Líder do Hezbollah, Naim Qasem, manifestou sua oposição ao recente acordo-quadro assinado entre Estados Unidos, Israel e Líbano, descrevendo-o como um "grave erro" por parte do governo libanês. Qasem declarou que o pacto é uma rendição de soberania e o considerou nulo e sem efeito, acusando as autoridades de Beirute de legitimar a ocupação israelense.

Em seu comunicado, Qasem pediu ao governo libanês que se arrependesse de suas ações, que, segundo ele, estariam arruinando o Líbano. Ele ressaltou que a legitimização da ocupação israelense ocorre há anos, o que, nas palavras do Líder do Hezbollah, poderia levar à anexação das terras em disputa.

O Hezbollah se opõe firmemente às negociações diretas entre Líbano e Israel, que estão em andamento desde abril. Apesar do cessar-fogo estabelecido em 17 de abril, os combates entre as forças israelenses e o Hezbollah continuaram, embora a intensidade da violência tenha diminuído após a assinatura de um memorando de entendimento entre Estados Unidos e Irã.

O presidente libanês, Joseph Aoun, por sua vez, classificou o acordo com Israel como um "primeiro passo" em direção à restauração da soberania do Líbano. O acordo prevê que as forças armadas libanesas devem reestabelecer a autoridade soberana efetiva sobre todo o território do país, até que ocorra a verificação do desarmamento dos grupos armados não estatais.

Após o anúncio do pacto, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, reafirmou que as tropas israelenses permanecerão no território libanês ocupado até que o Hezbollah se desarme. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, também comentou sobre a assinatura do acordo, destacando sua importância para evitar a escalada de conflitos na região. Ela enfatizou que não pode haver paz no Oriente Médio enquanto o Líbano estiver em chamas, apontando o desarmamento de grupos não estatais como um passo essencial para garantir a soberania e a integridade territorial do Líbano.

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