O Real Madrid, mesmo sem conquistas de títulos na última temporada, alcançou um faturamento de aproximadamente US$ 1,4 bilhão, marcando o terceiro ano consecutivo em que o clube registra o maior faturamento da história do futebol global.
O principal fator para esse crescimento não foi a performance esportiva, mas sim a controversa reforma do Santiago Bernabéu. Ao invés de demolir o estádio, o clube decidiu investir mais de US$ 1 bilhão em uma reforma abrangente, preservando a estrutura original enquanto modernizava diversas áreas.
Os dados que sustentam esse crescimento foram apresentados pelo jornalista Joe Pompliano, especialista em negócios esportivos, baseado em Nova York. Segundo suas análises, a receita proveniente das operações do estádio mais que dobrou, saltando de € 175 milhões em 2019 para € 363 milhões na última temporada.
Ademais, 93% do aumento total na receita do clube desde o início das obras do Bernabéu derivam de fontes vinculadas ao novo estádio, incluindo camarotes, hospitalidade, museu, visitas, patrocínios e eventos especiais.
O Real Madrid também comercializou 30% das operações não relacionadas ao futebol do estádio por € 360 milhões para duas empresas dos Estados Unidos, que têm a responsabilidade de administrar o espaço. Essa manobra permitiu ao clube minimizar riscos e aprimorar a gestão.
Apesar de enfrentarem alguns desafios, como restrições a shows e uma derrota judicial relacionada a um estacionamento, os números indicam que o investimento foi vantajoso. O clube atualmente gera entre duas e três vezes mais caixa do que o necessário para quitar a dívida gerada pela reforma.



