A defesa de Jair Bolsonaro, ex-presidente do Brasil, encaminhou um pedido ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para que Geovanna Kathleen Ferreira Lima, meia-irmã de Michelle Bolsonaro, possa visitar o ex-presidente em sua residência, onde ele se encontra sob prisão domiciliar na cidade de Brasília. O motivo da solicitação está relacionado à necessidade de Michelle se submeter a exames médicos em decorrência de crises de enxaqueca, o que pode resultar em sua internação por alguns dias.
Os advogados de Bolsonaro argumentam que, na ausência de Michelle, Geovanna poderá ajudar a cuidar da filha Laura e também prestar apoio ao próprio ex-presidente. O pedido de autorização é para que a visitação ocorra apenas durante o período em que Michelle estiver incapacitada, caracterizando uma situação excepcional.
Recentemente, novas restrições foram impostas a Jair Bolsonaro por Alexandre de Moraes, após o ex-presidente ter supostamente descumprido as medidas cautelares da prisão domiciliar. O descumprimento foi identificado devido à elaboração de uma carta de conteúdo político-eleitoral, que foi lida e divulgada nas redes sociais pelo senador Flávio Bolsonaro, filho do ex-presidente.
Como resultado dessas ações, Moraes determinou a suspensão das visitas a Jair Bolsonaro por um período de 30 dias, abrangendo todos os visitantes, exceto advogados, médicos e fisioterapeutas autorizados pela Justiça. Esta nova decisão não altera uma determinação anterior que já havia suspendido, por 90 dias, o direito de visita de Flávio Bolsonaro, apontado como responsável pela divulgação da carta.
Além disso, o ministro estabeleceu que estão proibidas visitas com finalidade político-eleitoral até o término das eleições de 2026. Moraes também vetou a divulgação de manifestos políticos ou eleitorais por Bolsonaro, mesmo que através de terceiros, independentemente do meio utilizado.
Em sua decisão, Alexandre de Moraes enfatizou que o cumprimento rigoroso das condições impostas é essencial para a manutenção da prisão domiciliar. Ele alertou que qualquer descumprimento poderá resultar na reavaliação do benefício, incluindo a possibilidade de retorno ao regime fechado.



