O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, autorizou, nesta terça-feira (4), a abertura de um terceiro inquérito contra Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, que é filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do Partido dos Trabalhadores (PT). O novo inquérito segue a linha das investigações anteriores, focando em suspeitas de tráfico de influência. A solicitação para essa investigação partiu da Polícia Federal (PF).
Dino foi designado relator desse novo caso por meio do sistema interno do STF, enquanto os dois inquéritos anteriores estão sendo conduzidos pelo ministro André Mendonça. Além disso, Mendonça autorizou uma investigação adicional para apurar vazamentos ilegais de dados sigilosos, uma demanda apresentada pela Defesa de Lulinha.
A nova investigação examina possíveis ações de Lulinha que teriam facilitado contratos do governo federal em benefício da empresa de tecnologia 3Structure It Ltda. Essa companhia possui contratos com o governo que totalizam R$ 81 milhões, dos quais R$ 46 milhões já foram pagos até o momento.
Lulinha já enfrenta outros dois inquéritos no STF. Recentemente, na última sexta-feira (31), foi aberto um segundo inquérito pelo ministro André Mendonça, que também investiga suspeitas de tráfico de influência relacionadas a Lulinha e à 3Structure It Ltda, com foco em negociações envolvendo a Dataprev e outros órgãos do governo.
Conforme informações que circulam, há evidências de irregularidades na relação de Lulinha com o empresário Cleber Ribas de Oliveira, sócio da 3Structure IT. O filho do presidente é investigado por crimes de corrupção e tráfico de influência. Outra pessoa sob investigação é a empresária Roberta Luchsinger, amiga de Lulinha, que recebeu um pagamento de R$ 150 mil do filho do presidente. Esses dados foram obtidos a partir de um relatório sigiloso da PF.
Roberta e Lulinha estão sendo investigados pela PF por corrupção e tráfico de influência, especialmente no que se refere ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e ao favorecimento de uma empresa de canabidiol junto ao Ministério da Saúde. Essa investigação originou o primeiro inquérito aberto no STF.



