Na noite de segunda-feira (3), Nicolas Bosshardt, jogador do São Paulo Futebol Clube, se envolveu em um atropelamento que resultou na morte de um homem de 84 anos em Barueri, na região metropolitana de São Paulo. Após o acidente, o atleta foi detido e liberado posteriormente, tendo seu carro apreendido pela polícia.
Bosshardt, de 19 anos, estava acompanhado por outros dois jogadores da mesma idade, Ryan Francisco e Igor Felisberto, antes do incidente. Os três se encontravam no Shopping Iguatemi, onde jantaram em um restaurante. Em depoimento, eles afirmaram que não consumiram bebidas alcoólicas durante o encontro.
Após a refeição, os jogadores saíram do shopping em veículos distintos. Enquanto Ryan conduzia um Audi A5, Igor dirigia um Honda Civic e Nicolas estava ao volante de uma BMW 220i M Sport. O atropelamento ocorreu por volta das 21h53, na Alameda Rio Negro, quando um homem tentou atravessar a via e foi atingido pela BMW.
Uma testemunha do acidente relatou que, antes do atropelamento, a BMW e o Honda Civic estariam envolvidos em um racha, embora os condutores tenham negado essa alegação. Ryan afirmou que estava a uma velocidade entre 40 e 50 km/h, enquanto Igor declarou que tanto ele quanto Nicolas trafegavam entre 60 e 70 km/h.
No depoimento, Nicolas contou que estava na faixa da esquerda e percebeu o homem correndo pela direita. Ele tentou desviar para a esquerda e, após perceber o retrovisor quebrado, retornou ao local do atropelamento, onde acionou os Bombeiros e a Polícia Militar. O atleta mencionou que sua velocidade era de aproximadamente 50 km/h, conforme um aplicativo que registra sua localização e velocidade.
Nicolas Bosshardt teve a liberdade provisória concedida após audiência de custódia nesta terça-feira (4), com a imposição de medidas cautelares. De acordo com o Tribunal de Justiça de São Paulo, ele deve comparecer mensalmente à Justiça, manter seu endereço atualizado e não pode se ausentar por mais de oito dias sem notificação prévia ao Juízo. Além disso, foi determinada a suspensão do direito de dirigir ou a proibição de obter a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) até nova ordem.



