O presidente Lula abordou, em entrevista à Record no último domingo, 23, os inquéritos que investigam seu filho, Lulinha, ressaltando a importância da isenção nas apurações conduzidas pela Polícia Federal (PF). Ele afirmou que, caso seu filho tenha cometido algum erro, ele será responsabilizado. "Meu filho sabe: se cometeu erro, ele vai ser julgado, vai ser punido ou vai ser inocentado. Mas ele tem que provar a inocência dele", declarou.
Em sua fala, Lula enfatizou que não há espaço para interferências nas investigações e que ninguém está acima da lei, incluindo seu filho. "Isso vale para o meu filho, vale para qualquer pessoa", disse o presidente, garantindo que orientou Lulinha a apresentar sua versão aos investigadores.
Além disso, Lula aproveitou a oportunidade para esclarecer que não está exercendo pressões sobre seus ministros nem sobre os delegados encarregados de investigações sensíveis. "Eu não sou um presidente que tenta proibir investigação. Eu não ameaço mandar ministro embora. Eu não ameaço punir delegado. Investigue-se", afirmou.
O presidente também mencionou que o ressarcimento aos cofres públicos será cobrado caso as investigações da PF comprovem prejuízos. As apurações estão focadas na relação de Lulinha com Marco Aurélio Santana Ribeiro, ex-chefe de gabinete, e na possibilidade de que tenha utilizado sua influência para obter vantagens em órgãos como o Ministério da Saúde e a Dataprev.
As investigações do Supremo Tribunal Federal (STF) têm revelado diálogos entre Lulinha e a lobista Roberta Luchsinger, que indicam discussões sobre negócios. Mensagens obtidas pela PF, datadas de março de 2024, mostram planos financeiros da consultoria onde a empresária menciona: "Nosso nível tá outro. Nosso futuro é Suíça". Em resposta, Lulinha comentou: "Isso. Deixa eles. Trabalho para caralho e nunca dá em nada".



