Integrantes do PSD estão em conversações para persuadir o governador de Minas Gerais, Romeu Zema, a abandonar sua candidatura à Presidência da República e apoiar o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, na disputa pelo Palácio do Planalto. Essa informação foi confirmada por pelo menos cinco membros do PSD e do Novo, embora a liderança do PSD tenha negado a existência dessas articulações.
De acordo com pessoas envolvidas nas negociações, representantes do PSD já teriam contatado membros do Novo para discutir a possível desistência de Zema. Aliados do governador também estariam participando das conversas, com o intuito de convencê-lo a alterar seus planos para as eleições.
A proposta em análise sugere que Zema apoie Caiado na corrida presidencial e, em troca, concorra ao Senado por Minas Gerais. A avaliação entre os integrantes dos dois partidos é de que o governador está desestimulado com seu desempenho nas pesquisas de intenção de voto.
Recentemente, um levantamento do Datafolha revelou que Zema ocupa a quinta posição na corrida à Presidência, com apenas 3% das intenções de voto. Apesar de o prazo para o registro das candidaturas já ter se encerrado, os partidos ainda têm até o dia 13 de setembro para fazer ajustes nos cargos que seus candidatos irão disputar.
Os membros do PSD acreditam que uma candidatura de Zema ao Senado poderia resultar em uma vitória mais viável, além de fortalecer as candidaturas de Caiado e de Mateus Simões, que é do PSD e ex-vice de Zema. Simões, atualmente, figura em quarto lugar na disputa pelo governo de Minas Gerais, com 4% das intenções de voto, enquanto a liderança é ocupada pelo senador Cleitinho, do Republicanos.
Um membro da campanha de Caiado negou a existência de qualquer negociação para que Zema desista da candidatura presidencial, uma posição que contradiz os relatos de integrantes do próprio PSD que estão a par das articulações. Além disso, Aliados de Zema também rejeitam a ideia de uma desistência, afirmando que a chance de Zema abandonar a candidatura é "zero".



