O perfil oficial de Nicolás Maduro, ex-presidente da Venezuela, compartilhou recentemente duas fotos do líder, que está detido nos Estados Unidos desde janeiro de 2023, após ser capturado por forças armadas norte-americanas.
Nas imagens, Maduro aparece vestido com um moletom cinza e tênis brancos, sorrindo e fazendo gestos com as mãos. As publicações foram acompanhadas de uma mensagem que expressa amor e esperança: “Pequeno presente de amor e esperança. Envio essas fotos como um pequeno presente a todos os meus netos e netas, aos meninos e meninas e a todas as pessoas nobres que nos amam. Quero que saibam que estamos firmes, com o coração cheio de amor de vocês, esse amor que chega até a gente é convertido em oração, em ações permanentes, em solidariedade e em apoio verdadeiro. Obrigada pelas infinitas palavras, por cada gesto e por cada bênção.”
Essa é a primeira publicação do ex-mandatário desde que foi preso, e chega mais de um mês após a proposta dos promotores federais dos Estados Unidos para que o julgamento de Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, tenha início em junho de 2027. A sugestão foi apresentada em um documento judicial antes de uma audiência em um tribunal federal localizado em Manhattan, Nova York. O juiz federal Alvin Hellerstein, encarregado do caso, ainda precisa aprovar o calendário proposto.
Em um desenvolvimento adicional, no dia 28 de agosto, o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou um acordo entre os Estados Unidos e a Venezuela, considerado o maior do setor petrolífero na história, que assegura aos EUA o controle majoritário sobre 65 bilhões de barris de reservas comprovadas de petróleo. Trump descreveu o pacto na Truth Social, afirmando que ele permitirá aos Estados Unidos mais que dobrar suas reservas de petróleo bruto.
A Venezuela, que possui as maiores reservas de petróleo do mundo, atualmente produz cerca de 1,25 milhão de barris de petróleo bruto diariamente. Desde a captura de Nicolás Maduro em janeiro, Delcy Rodríguez assumiu a presidência e iniciou um governo interino na Venezuela, pressionada a atender às demandas energéticas dos Estados Unidos e a reorganizar o chavismo sem a presença de Maduro.



