Cerca de 85 cidadãos americanos permanecem desaparecidos após deslizamentos de terra devastadores ocorridos em uma região remota do Himalaia no Nepal. O Departamento de Estado dos Estados Unidos informou sobre a situação neste domingo (30). O total de desaparecidos, no entanto, ultrapassa 2.500 pessoas, refletindo a gravidade do desastre.
As autoridades nepalenses já confirmaram a morte de 781 pessoas devido a uma torrente de água, lama e detritos que inundou vilarejos inteiros na madrugada de quarta-feira. Tommy Pigott, porta-voz do Departamento de Estado, indicou que até o momento nove americanos foram resgatados, e até o momento não há informações sobre a morte de cidadãos americanos no incidente.
De acordo com Pigott, a localização remota das áreas afetadas dificulta a obtenção de informações precisas, mas ele reafirmou o compromisso dos Estados Unidos com a assistência ao Nepal. "A localização remota dificulta a obtenção de informações confiáveis. Mas nossa dedicação e compromisso permanecem inabaláveis", declarou.
Em resposta ao desastre, Os Estados Unidos e o Canadá se comprometeram a fornecer US$ 3,6 milhões (R$ 18,7 milhões) cada em ajuda humanitária. O Reino Unido também anunciou um apoio de US$ 6,8 milhões (R$ 35,3 milhões), enquanto As Nações Unidas destinaram US$ 2,5 milhões (R$ 13 milhões) em fundos de emergência para a situação.
Parte dos recursos destinados pelos Estados Unidos será utilizada para a recuperação de estradas e para a mobilização de transporte especializado, com o objetivo de fornecer alimentos e outros tipos de assistência a áreas remotas atingidas pelo desastre.
O desastre foi atribuído ao colapso de uma geleira, conforme relatado pelo Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS). Especialistas chineses afirmaram que uma geleira na encosta sul do pico Lirung, localizado no Nepal, se rompeu, desencadeando os deslizamentos de terra que resultaram na devastação da região.



