O vice-presidente e ministro da Casa Civil, Geraldo Alckmin, destacou que a viagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a Washington, prevista para esta semana, terá como foco principal o risco de sanções comerciais impostas pelos Estados Unidos e o funcionamento do sistema de pagamentos Pix. Embora a reunião com o presidente Donald Trump ainda não esteja confirmada oficialmente, auxiliares do governo indicam que o encontro poderá acontecer nesta quinta-feira, dia 7.
O governo brasileiro expressa preocupação em relação à investigação aberta pelos Estados Unidos em julho de 2025, que visa práticas comerciais consideradas "desleais" por parte do Brasil, incluindo o funcionamento do Pix. Essa apuração pode levar a medidas econômicas contra o país, o que foi criticado por Alckmin, que considera a análise inadequada e defende a necessidade de esclarecer o funcionamento do sistema de pagamentos nacional.
Em entrevista à GloboNews, Alckmin classificou o risco de sanções como uma "preocupação" relevante para o governo. Ele frisou a importância desse assunto nas conversas a serem realizadas, afirmando: "Essa é uma preocupação; por isso, eu destacaria que é um dos pontos prioritários da conversa". O vice-presidente também comentou que não haverá restrições temáticas, permitindo a discussão de temas variados como big techs, terras raras, data centers e políticas tarifárias.
Alckmin reforçou que o Brasil mantém uma relação comercial superavitária com os Estados Unidos, enfatizando a importância de um diálogo aberto entre os dois países. A visita de Lula a Washington está sendo planejada desde o primeiro encontro entre ele e Trump, que ocorreu em setembro do ano passado, durante a Assembleia Geral da ONU, em Nova York. Naquela ocasião, ambos tiveram uma breve, mas cordial interação.
Após o primeiro encontro, Lula e Trump mantiveram contato por telefone em janeiro, onde foi acertada a ida do presidente brasileiro a Washington. Inicialmente marcada para março, a viagem foi adiada, com integrantes do governo atribuindo o atraso à priorização de Trump em relação ao conflito com o Irã.



