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Ativistas são impedidos de estender bandeira LGBTQIA+ em ato no Congresso Nacional

Neste domingo, 28, Dia do Orgulho LGBTQIA+, ativistas foram barrados por policiais legislativos ao tentarem realizar um ato pacífico no gramado do Congresso Nacional em...

No último domingo, 28 de outubro de 2023, ativistas da causa LGBTQIA+ se depararam com um obstáculo inesperado ao tentarem realizar uma manifestação no gramado em frente ao Congresso Nacional, em Brasília, em comemoração ao Dia do Orgulho. Policiais legislativos da Câmara dos Deputados impediram que os manifestantes estendessem uma bandeira de aproximadamente 50 metros de comprimento, que representava a luta e o orgulho da comunidade.

O grupo, formado por pelo menos 20 ativistas, chegou ao local antes das 10h e iniciou a extensão da bandeira. No entanto, a ação foi interrompida por viaturas da polícia, que se apresentaram com uma abordagem considerada violenta pelos manifestantes. O ativista Michel Platini relatou que, ao perceber a presença policial, o grupo se ajoelhou e demonstrou que estava desarmado para evitar qualquer confronto.

Platini tentou explicar aos policiais que a bandeira simbolizava a luta pelos direitos da comunidade LGBTQIA+ e o orgulho diante das violências enfrentadas. Ele ressaltou que a Constituição garante o direito à manifestação pacífica e que o grupo havia solicitado autorização para o ato com mais de 24 horas de antecedência. Contudo, a polícia alegou que não havia permissão para a realização do evento.

Em sua fala, Platini expressou indignação ao afirmar que a repressão ao ato ocorreu sem justificativa, enquanto outros atos antidemocráticos, como os de 8 de janeiro de 2023, não foram coibidos. Para ele, a ação dos policiais representa uma violência estatal contra a comunidade LGBTQIA+.

O Grupo Estruturação e o Centro Brasiliense de Defesa dos Direitos Humanos do Distrito Federal, do qual Platini faz parte, planejam apresentar uma representação à Câmara dos Deputados para investigar a conduta dos policiais que obstruíram a manifestação legítima.

Outro ativista presente, o designer Rafael Lira, de 39 anos, expressou seu descontentamento com o ocorrido, afirmando que a abordagem policial causou medo no grupo. "Foi uma confusão que os policiais proporcionaram. Queríamos fazer um ato pacífico em nome da visibilidade de nossa luta", comentou Lira.

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