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Israel reconhece genocídio armênio em meio a tensões com a Turquia

O governo de Israel aprovou o reconhecimento do genocídio armênio, uma medida que gera polêmica com a Turquia, que discorda do termo. A decisão, anunciada...
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Neste domingo (28), o governo israelense anunciou a aprovação do reconhecimento do genocídio armênio, conforme comunicado do Ministério das Relações Exteriores. A decisão foi unânime e é atribuída ao ministro Gideon Saar, que ressaltou a importância moral e histórica dessa ação. O reconhecimento ocorre em um contexto de crescentes tensões entre Turquia e Israel, e a medida ainda precisa ser ratificada pelo Parlamento israelense.

Historicamente, sucessivos governos de Israel evitaram reconhecer oficialmente o genocídio armênio, uma postura que visava manter relações diplomáticas com a Turquia, que já foi um dos aliados mais próximos de Israel na região. Gideon Saar comentou sobre a importância da decisão, afirmando que “nunca é tarde demais para fazer a coisa certa”.

A Turquia, por sua vez, rejeita o uso do termo genocídio para descrever os massacres armênios que ocorreram durante o Império Otomano durante a Primeira Guerra Mundial. Em resposta ao reconhecimento israelense, o governo turco classificou a decisão como uma manobra política para encobrir os próprios crimes de Israel. O Ministério das Relações Exteriores da Turquia afirmou que Israel busca desviar a atenção das acusações de genocídio contra a população palestina na Faixa de Gaza.

O genocídio armênio é reconhecido por diversos países e parlamentos ao redor do mundo, com estimativas de mortes variando entre 600 mil e 1,5 milhão de pessoas. O primeiro país a oficializar esse reconhecimento foi o Uruguai, em 1965. Além disso, potências como Estados Unidos, França e Alemanha também reconhecem o genocídio, assim como países da América Latina, entre eles Argentina e Chile.

O presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, intensificou suas críticas à Israel, especialmente em resposta à guerra em Gaza que teve início após um ataque do Hamas em 7 de outubro de 2023. Erdogan frequentemente compara os líderes israelenses a figuras nazistas, enquanto Benjamin Netanyahu, primeiro-ministro de Israel, revida as críticas, chamando Erdogan de “ditador antissemita” e acusando-o de cometer genocídio contra os curdos.

As relações entre Israel e Armênia se tornaram tensas após a Armênia reconhecer o Estado palestino em junho de 2024. Na ocasião, Israel convocou o embaixador armênio para uma reprimenda formal, evidenciando a deterioração das relações diplomáticas entre os dois países.

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