Aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) estão avaliando que a campanha atual enfrenta desafios semelhantes aos que o petista encontrou no início de seu governo. A principal crítica gira em torno da comunicação e das estratégias adotadas para conquistar eleitores.
Interlocutores apontam dificuldades nas mensagens do presidente, que não têm conseguido romper a bolha de comunicação, fator que pode ter contribuído para a queda nas intenções de voto de Lula. Essa preocupação se intensificou após a divulgação da pesquisa Quaest, que revelou, pela primeira vez desde o início oficial da campanha, Flávio Bolsonaro na liderança, com 42% das intenções de voto, enquanto Lula aparece com 40%.
O resultado da pesquisa acendeu um alerta entre os aliados do presidente, que começaram a exigir mudanças nas táticas eleitorais. Há um consenso de que a campanha precisa aprimorar sua forma de se comunicar com o eleitor, especialmente em plataformas digitais, onde a interação é vital.
Apesar da apreensão gerada pelos números, a equipe de Lula tenta manter um clima de cautela e evitar a criação de um ambiente de crise dentro da campanha. A análise corrente é de que, neste momento, não há motivos para desespero.
Outro aspecto mencionado por interlocutores são os trackings internos, que apresentam um cenário distinto do levantamento da Quaest. De acordo com essas pesquisas internas, Lula estaria à frente de Flávio Bolsonaro fora da margem de erro, com pelo menos duas delas indicando essa vantagem.



