Desde o início da operação, em 2025, o centro, oficialmente conhecido como "South Florida Detention Facility" e "Florida Soft Sided Facility South", abrigou imigrantes em processo de deportação, funcionando em parceria com o ICE. DeSantis apresentou a instalação como uma solução agressiva para a imigração ilegal, alinhando-se à agenda migratória de Trump, o que também foi aproveitado politicamente pelo então secretário de Segurança Interna, Kristi Noem.
Atualmente, há informações de que o fechamento do centro pode ocorrer até junho, com autoridades discutindo a transferência de cerca de 1.400 detidos para outras unidades. O governo da Flórida defende que a estrutura sempre foi planejada como temporária e que a desativação dependeria da avaliação do Departamento de Segurança Interna sobre a capacidade de outras instalações.
Um dos fatores que impulsionam essa discussão é o custo exorbitante da operação. Documentos revelam que o centro chegou a consumir mais de 1,2 milhão de dólares por dia em recursos públicos, o que equivale a aproximadamente 6,8 milhões de reais diários. Estimativas apontam que o gasto anual poderia ultrapassar 450 milhões de dólares, levando a Flórida a solicitar reembolsos significativos do governo federal.
A implementação do projeto enfrentou desafios legais, com a Justiça tendo determinado a suspensão das atividades em 2025, embora uma corte de apelações tenha permitido sua continuidade enquanto o caso ainda está em julgamento. O centro também se tornou um ícone da nova estratégia migratória do Partido Republicano, com Trump e DeSantis fazendo uma aparição conjunta no local em 2025, o que foi considerado uma demonstração de unidade nas políticas de deportação.
Apesar da possibilidade de fechamento, as repercussões políticas permanecem. O episódio intensificou as críticas ao endurecimento das políticas migratórias e trouxe novos desafios para DeSantis, especialmente em relação ao uso de dinheiro público em um projeto cercado de controvérsias. Enquanto isso, aliados republicanos sustentam que a instalação contribuiu para a deportação de milhares de imigrantes, com cerca de 22 mil pessoas passando pelo local desde sua abertura.



