A recente ocorrência de chuvas intensas No Paraná resultou em um significativo alívio da estiagem, especialmente nas áreas do Oeste e Sudoeste do estado. Dados do Monitor de Secas, elaborado pela Agência Nacional de Águas em colaboração com diversos institutos, incluindo o Simepar, mostram que a precipitação foi crucial para a diminuição da seca na região Leste do Paraná.
Entre as 45 estações meteorológicas do Simepar, apenas quatro registraram chuvas abaixo da média histórica para julho: Antonina, Cerro Azul, Guaratuba e Guaraqueçaba. Nas demais 41 estações, o volume de chuva superou a média, com alguns registros excepcionais. A estação de Palmas, por exemplo, registrou 311 mm de chuva em julho de 2026, o maior volume para o mês desde o início das medições na localidade, há 28 anos.
O fenômeno El Niño, que atua desde junho no Oceano Pacífico Equatorial, foi um dos principais responsáveis pelo aumento das chuvas, em conjunto com sistemas meteorológicos regionais. O impacto positivo dessa chuva fez com que o mapa do Monitor de Secas para julho indicasse apenas seca fraca em uma área ao Leste do estado, o que pode acarretar efeitos a curto e longo prazo, afetando a agricultura e o abastecimento de água na região.
Em contrapartida, em julho de 2025, sem a influência do El Niño, o panorama era bem diferente. Naquele período, a seca moderada dominava as áreas de divisa com São Paulo, com registros de seca fraca nas regiões Leste, Norte, Noroeste e Sul do Paraná.
A redução na intensidade da seca No Paraná foi observada pelo Monitor de Secas a partir de maio de 2026, quando a seca fraca começou a prevalecer, enquanto a seca moderada se concentrava principalmente no Oeste, Sudoeste e Sul do estado. Em junho, não havia mais registros de seca moderada, permanecendo a seca fraca somente no Leste, Campos Gerais, Sudoeste e parte do Oeste.
Além do Paraná, outros estados brasileiros também se beneficiaram da precipitação acima da média, resultando na eliminação da seca relativa no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina. O Simepar realiza a atualização do mapa a cada três meses, permitindo um acompanhamento contínuo das condições hídricas no estado.



