Na terça-feira (18), o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, compartilhou uma imagem que marca o Estreito de Ormuz como "novo território dos EUA". A montagem, divulgada em suas redes sociais e nos canais oficiais da Casa Branca, surge em meio a tensões nas tratativas entre Washington e Teerã sobre essa importante passagem marítima.
O mapa apresentado por Trump destaca o Estreito de Ormuz com um círculo e a frase "Novo território dos EUA". A reação do governo iraniano não tardou. Kazem Gharibabadi, vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, qualificou a afirmação de Trump como uma "ilusão" e reiterou que o país não aceitará a reivindicação do presidente americano. "Em breve, sua ilusão a respeito do Estreito de Ormuz será corrigida, ou nós corrigiremos as ilusões desse iludido", declarou.
Na última sexta-feira (14), Trump já havia manifestado a intenção de declarar o Estreito de Ormuz como território americano. Contudo, uma declaração unilateral do governo dos EUA não altera a soberania da região, conforme estabelece a Carta das Nações Unidas, que proíbe qualquer ameaça ou uso da força contra a integridade territorial de outros Estados.
A navegação pelo Estreito de Ormuz é um dos principais pontos de tensão nas negociações para pôr fim ao conflito que se intensificou no final de fevereiro. Até o momento, EUA e Irã não conseguiram chegar a um consenso sobre as condições necessárias para restaurar o tráfego comercial na rota.
Nos últimos dias, autoridades iranianas indicaram a possibilidade de intensificar ações militares se as conversações não avançarem. Na segunda-feira (17), uma autoridade do governo iraniano revelou que o país está disposto a mudar sua postura de defesa para uma abordagem totalmente ofensiva na ausência de um acordo.
Além disso, a disputa envolve Omã, que, ao lado do Irã, compartilha as margens do estreito e atua como mediador nas negociações. Trump também ameaçou bombardear Omã caso o governo local ratifique um acordo com Teerã para estabelecer regras de gestão da passagem.



