Na manhã de 18 de agosto de 2026, a Polícia Federal (PF) iniciou a Operação Barão da Amizade, voltada para desmantelar uma organização criminosa envolvida na importação e comercialização de produtos ilegais no Brasil, além de atividades de lavagem de dinheiro. A operação conta com a colaboração da Receita Federal e da Guarda Civil Metropolitana de São Paulo (GCM).
Os agentes da PF estão cumprindo 30 mandados de busca e apreensão, que foram expedidos pela Justiça Federal de Santa Maria, no Rio Grande do Sul. As ações ocorrem simultaneamente em diversas localidades, incluindo São Paulo, Guarulhos, Bragança Paulista, Tubarão, Nova Trento, Jaguarão, Belo Horizonte e Rio de Janeiro.
Com o intuito de desarticular financeiramente a quadrilha, a Justiça Federal ordenou o bloqueio de até R$ 37,8 milhões nas contas bancárias dos suspeitos. Além disso, foram sequestrados diversos imóveis e veículos relacionados ao esquema criminoso. Os envolvidos também enfrentam 65 medidas cautelares, que incluem o uso de monitoramento eletrônico e restrições de deslocamento.
As investigações revelaram que a quadrilha utilizava rotas nas fronteiras do Brasil com o Uruguai e o Paraguai para contrabandear produtos. Através da fronteira com o Uruguai, eles importavam cosméticos e medicamentos sem a devida autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Já pela fronteira com o Paraguai, a organização trazia cigarros eletrônicos, conhecidos como vapes, cuja venda é proibida no Brasil.
Os suspeitos responderão por diversos crimes, incluindo organização criminosa, contrabando e lavagem de dinheiro. A operação busca não apenas neutralizar as atividades da quadrilha, mas também prevenir a circulação de produtos ilegais que podem representar riscos à saúde da população.



