Um terremoto de magnitude 7,4 abalou a Colômbia na noite de segunda-feira, 10 de agosto de 2026, resultando em 132 mortes e 570 feridos, conforme balanço inicial da Associação Colombiana de Capitais. O tremor provocou desabamentos de edifícios, afetou hospitais e interrompeu as operações em sete aeroportos do país. Cidades como Pereira, Cali, Quibdó, Manizales e Armenia permanecem em alerta vermelho devido à gravidade da situação, enquanto as autoridades realizam avaliações de danos que podem alterar os números de vítimas nos próximos dias.
Pereira foi a cidade mais impactada, com 60 mortos e dois edifícios desabados, além de pessoas presas em um sistema de cabos. O Aeroporto Matecaña está fechado em razão dos danos sofridos, e ao menos 20 residências foram atingidas. Cali, por sua vez, contabiliza 15 mortes e 380 feridos, com 20 estruturas colapsadas e 10 hospitais fora de operação. Em Quibdó, há oito mortos, 36 feridos e seis pessoas presas nos escombros de uma escola, além de 40 casas destruídas. Manizales registrou quatro mortes, 17 edifícios destruídos e 19 com danos, incluindo uma torre da Catedral Basílica Metropolitana. Armenia, por sua parte, tem 67 feridos e cinco prédios destruídos.
As operações em sete aeroportos — incluindo os de Pereira, Manizales, Cali, Quibdó, Armenia, Cartago e Buenaventura — estão suspensas, e os danos se estenderam a hospitais, estradas e sistemas de transporte, além de afetar redes de água, energia e telecomunicações. O novo governo da Colômbia, liderado por De la Espriella, se vê pressionado a responder à emergência enquanto busca implementar medidas de contenção nas contas públicas.
O presidente convocou um comitê para coordenar ações de resposta nas áreas afetadas, com o objetivo de avaliar a situação, localizar vítimas e prestar assistência à população. Em sua declaração, enfatizou a importância da unidade nacional neste momento crítico.
Além das perdas humanas, a magnitude dos danos representa um grande desafio para a administração. Estimativas iniciais indicam destruição de imóveis e impactos severos em hospitais, escolas, aeroportos e vias. O déficit fiscal da Colômbia, que já estava em 6,4% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2025, deve chegar a 7,8% neste ano. O governo agora terá que equilibrar as medidas de austeridade com a necessidade urgente de alocar recursos para a assistência às vítimas e a recuperação da infraestrutura danificada.



