A Colômbia enfrenta uma situação crítica após um forte terremoto de 7,4 graus que ocorreu nesta segunda-feira (10), resultando em 132 mortes e 570 feridos, conforme informações da Associação Colombiana de Cidades Capitais (Asocapitales). O evento sísmico, registrado por volta das 7h34, teve seu epicentro localizado a cinco quilômetros a leste de San José del Palmar, na região de Chocó, e atingiu uma profundidade de 107 quilômetros.
Em resposta à gravidade da situação, o presidente da Colômbia, Abelardo de la Espriella, declarou estado de emergência em todo o país. Ele informou que um Posto de Comando Principal (PMU) foi instalado em Bogotá para coordenar as operações de socorro e ajuda às vítimas. O vice-presidente, José Manuel Restrepo, juntamente com os ministros do gabinete, ficará responsável por organizar equipes de trabalho em pontos estratégicos afetados pelo desastre.
A Asocapitales também anunciou que cinco cidades estão em alerta vermelho: Pereira, Cali, Quibdó, Manizales e Armenia. A situação é alarmante, com 86 edifícios reportados como desabados e sete aeroportos com operações suspensas, o que agrava ainda mais o cenário de emergência.
O presidente fez um apelo à unidade da nação, destacando a importância de apoiar as vítimas e as famílias impactadas pela tragédia. "Vamos apoiar as vítimas e as famílias que hoje sofrem com esse impacto, demonstrando a grandeza e a solidariedade que definem o nosso caráter patriótico", afirmou Espriella.
Além das cidades mencionadas, a governadora de Chocó, Nubia Córdoba, relatou danos significativos em Quibdó, capital do departamento, informando sobre feridos e estragos nas edificações. O Serviço Geológico da Colômbia e dos Estados Unidos não emitiu alerta de tsunami após o tremor, mas a situação continua sendo monitorada de perto pelas autoridades locais.
A população está em choque e as equipes de socorro iniciaram as operações de resgate e atendimento às vítimas, com o intuito de minimizar os impactos do desastre natural.



