A vice-governadora do Tocantins, Lúcia Viana, do Psol, apresentou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) uma declaração de patrimônio no valor de R$ 2 bilhões. A divulgação dos bens gerou controvérsias, uma vez que os valores atribuídos aos imóveis e veículos parecem estar significativamente acima do que é praticado no mercado, sugerindo possíveis erros no preenchimento da declaração.
Lúcia Viana, servidora pública federal de 64 anos, integra a chapa liderada por Prof. Witer Naves (Psol) na concorrência pelo governo do Tocantins. Entre os bens listados, estão um Fiat Strada 2007 declarado por R$ 15 milhões, um Toyota Etios 2015/2016 avaliado em R$ 35 milhões e um Renault Sandero 2013/2014 por R$ 25 milhões. Esses valores, quando comparados aos valores de mercado, despertam questionamentos.
Para ilustrar, o valor de mercado de um Fiat Strada 2007 é de aproximadamente R$ 30 mil, conforme a Tabela Fipe, enquanto um Toyota Etios 2015/2016 é avaliado em cerca de R$ 35 mil. Isso implica que, com os montantes informados na declaração, seria viável adquirir centenas de unidades desses veículos.
Além dos automóveis, a candidata também indicou cinco imóveis com valores exorbitantes. Dois prédios residenciais foram registrados por R$ 150 milhões cada, um prédio comercial por R$ 500 milhões, um outro prédio residencial por R$ 300 milhões e uma chácara por R$ 900 milhões.
Um dos imóveis mencionados na declaração está situado no loteamento Lago Sul, em Palmas (TO), onde propriedades semelhantes costumam ser anunciadas na faixa de R$ 120 mil a R$ 1 milhão, valores bem inferiores aos que foram informados ao TSE. Essa discrepância nos valores levantou dúvidas sobre a veracidade da declaração apresentada.
A análise dos bens declarados pela candidata Lúcia Viana continua a suscitar discussões sobre a transparência e a precisão das informações prestadas à Justiça Eleitoral, refletindo a importância do rigor na prestação de contas por parte dos candidatos nas eleições.



