A Assembleia Legislativa do Paraná acolheu na noite do dia 13 de maio de 2026 uma audiência pública em comemoração aos 30 anos do Movimento Negro Unificado do Paraná (MNU/Paraná). A iniciativa, proposta pelo deputado Renato Freitas (PT), contou com a presença de diversas instituições e segmentos da sociedade civil, cujo objetivo foi celebrar a história do movimento e intensificar o debate sobre a Discriminação Racial e igualdade.
O deputado Renato Freitas, que preside a Comissão de Igualdade Racial, enfatizou a importância do movimento e sua origem marcada por um ato de violência. Ele recordou que, há 30 anos, em Curitiba, o assassinato de Carlos Adilson Siqueira por um grupo de skinheads motivou a formação do MNU. Freitas destacou que o evento também coincide com o Dia Nacional de Denúncia Contra o Racismo, que é celebrado na mesma data da assinatura da Lei Áurea, que aboliu a escravidão no Brasil em 1888.
A deputada federal Carol Dartora (PT) também participou da audiência, reconhecendo o MNU como um dos mais significativos movimentos na luta contra o racismo no país. Dartora mencionou que o dia 13 de maio é um momento oportuno para refletir sobre as desigualdades raciais que persistem, ressaltando que a abolição não garantiu a inclusão plena da população negra na sociedade. "Queremos justiça social e melhores condições de vida para todos", afirmou.
Dalzira Maria Aparecida, líder religiosa e integrante do movimento, afirmou que a luta não é apenas pela comunidade negra, mas por todos os movimentos sociais. Ela ressaltou a necessidade de estratégias contínuas para enfrentar as adversidades enfrentadas. A audiência também abordou a evolução da legislação relacionada à Discriminação Racial no Paraná, destacando avanços significativos que incluem a ampliação da definição de discriminação e a criação de mecanismos de denúncia.
O evento também foi um espaço para discutir as ações futuras do MNU e da sociedade civil na Promoção da Igualdade Racial, além de reafirmar o compromisso de todos os presentes na luta contra a Letalidade Policial e outras formas de discriminação. O clima de celebração foi permeado por reflexões sobre os desafios que ainda precisam ser enfrentados para garantir um futuro mais justo e igualitário para a população negra no Brasil.



